8 de junho de 2011

Seminário sobre Direitos Autorais e Culturais, sob o tema “POR QUE REVISAR A LEI"

O Grupo de Estudos de Direito Autoral e Informação – GEDAI, buscando contribuir com o processo de aprimoramento da Revisão da Lei Autoral Brasileira, realizará no próximo dia 13 de junho de 2011, às 09:30hs na sala 301, do PPGD/CCJ/UFSC, seminário sobre Direitos Autorais e Culturais, sob o tema “POR QUE REVISAR A LEI DE DIREITOS AUTORAIS?”.
Expositores: Gonzaga Adolfo, Marcos Wachowicz e José Isaac Pilati.
A Lei atual foi editada sob o impacto das políticas ditadas pelos acordos comerciais da Organização Mundial do Comércio (OMC) criada em 1994, época na qual, ainda era incipiente surgimento da Internet.
O objetivo é que a sociedade e a nossa comunidade acadêmica  reflitam sobre o direito de autor, dentro do contexto da Revolução da Tecnologia da Informação. As obras intelectuais na Sociedade da Informação ganharam novos espaços, novas dimensões. É isso que deve ser repensado quando se quer buscar uma tutela adequada para o bem intelectual na Sociedade da Informação.
O processo de Revisão da Lei Autoral que o país vivencia será analisado pelos palestrantes, bem como se buscará uma consolidação de todos os estudos, pareceres e trabalhos realizados pelo GEDAI para ao final ser publicado, como forma de contribuição ao debate.

fonte: http://www.direitoautoral.ufsc.br/gedai/?p=1209

UFSC realiza atividades comemorativas ao Dia de Portugal

Em comemoração ao Dia de Portugal e do poeta português Luis de Camões a UFSC realizará treês atividades alusivas à data:

1) Mesa redonda com os palestrantes:
Prof. Doutor João Lupi- Cônsul de Portugal em Florianópolis e professor de filosofia da UFSC
Arq. Roberto Tonera- responsável pelo projeto Fortalezas Multimídia e pela conservação e restauração das fortalezas sob administração da UFSC.
Data 14/06 às 19:00 horas
Local: Auditório do Museu Histórico de Santa Catarina

2) Exposição Fortalezas da Ilha de Santa Catrina
Museu Histórico de Santa Catarina, de 10/06/2011 a 10/07/2011

3) Exposição os Portugueses na Ilha de Santa Catarina
Museu Histórico de Santa Catarina, de 10/06/2011 a 10/07/2011
 


Mais informações: www.nea.ufsc.br | nea@nea.ufsc.br | (48) 3721-8605 / 3028-8090

24 de maio de 2011

Laguna recebe o Pré-FAM

Laguna recebe o Pré-FAM em 01 de junho (quarta-feira) Mostra Diurna e Noturna

 

O FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul) chega este ano a 15ª edição e tem palco entre os dias 24 de junho e 1º de julho, no Centro de Cultura e Eventos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), em Florianópolis. 

O Pré-FAM, mostra itinerante de cinema que antecede o FAM – Florianópolis Audiovisual Mercosul, reserva uma programação especial para os adolescentes entre 24 de maio a 1º de junho em diversas cidades do Estado, simultaneamente. 

Curtas-metragens de animação, ficção e documentário, filmes premiados na edição anterior do festival de cinema, em Laguna no dia 01/06/2011  - Cineclube Laguna, na Casa do Patrimônio do IPHAN, Praça Vidal Ramos, 118 – Centro Histórico de Laguna/SC, com entrada gratuita. 

O Pré-FAM é uma realização da Associação Cultural Panvision, entidade sem fins lucrativos voltada a articulação, curadoria e produção de mostras de cinema e vídeo, em parceria com Cineclubes e instituições sem fins lucrativos comprometidas com a difusão audiovisual. A mostra tem o objetivo de constituir um circuito de exibição no Estado e também descentralizar e democratizar o acesso da população a bens culturais.  

Programação aqui

Mostra diurna: 9 horas e 15 horas 

Cinco curtas (60 minutos) destinados a jovens de 10 a 12 anos

Escolas podem agendar a participação pelo fone (48) 3644-1144

 

Serviço: Mostra Pré-FAM 
Quando: 01 de junho de 2011
Onde: Cineclube Laguna – IPHAN – Praça Vidal Ramos, 118 – Centro Histórico – Laguna/SC 
Fone: (48)3644-1144
Quanto: Gratuito
Coordenadora Local: Gizely Cesconetto
Parceria Local: SESC-LAGUNA

23 de maio de 2011

Concurso Nacional de Idéias

O Concurso Nacional de Idéias de 2011, em comemoração aos dez anos do Estatuto da Cidade, quer levantar o questionamento sobre a evolução das cidades de pequeno e médio porte considerando o discurso de reforma urbana, a fim de entender as transformações e dinâmicas desses territórios e a relação com os seus valores históricos, sociais, patrimoniais e culturais que revelam sua identidade, e, assim, convida os futuros Arquitetos e Urbanistas a elaborarem projetos que visem à proposição de soluções para problemas urbanos e sociais com um especial olhar para cultura e identidade através de novas formas de coesão social e espacial das cidades e a democratização e acesso ao direito à cidade.

INSCRIÇÕES: de 25 de maio à 25 de junho de 2011


Fonte: FeNEA

18 de maio de 2011

Abertas as inscrições para edição 2011 do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

Estão abertas as inscrições para a 24ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, que este ano está inserido nas comemorações do Ano Internacional do Afrodescendente e homenageia os 100 anos de nascimento do artista plástico Carybé. As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de julho nas Superintendências do Iphan em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. 

Cada ação só poderá ser inscrita em um das sete categorias previstas no Edital. Os candidatos, pessoas físicas ou jurídicas, deverão apresentar um dossiê, ilustrado para caracterizar plenamente a atividade. Comissões presididas pelas Superintendências do Iphan em cada unidade federativa promoverão a pré-seleção das ações  correspondentes aos seus estados ou Distrito Federal. Em seguida, as ações pré-selecionadas serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Avaliação. Os resultados serão anunciados no mês de outubro. Os vencedores de cada categoria serão premiados com troféu, certificado, selo de identificação e R$ 20 mil. 

Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898 em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil. Na política foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o Iphan desde sua fundação em 1937, até 1968. 

Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade foi criado em 1987 em reconhecimento a ações de proteção, preservação e divulgação do patrimônio cultural brasileiro e está dividido em sete categorias: 
• Promoção e Comunicação
• Educação patrimonial
• Pesquisa e inventário de acervos
• Preservação de bens Móveis 
• Preservação de bens Imóveis
• Proteção do patrimônio natural e arqueológico; e
• Salvaguarda de bens de natureza imaterial

O edital da 24ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade está à disposição nas Superintendências do Iphan e nos sites www.iphan.gov.br e www.comprasnet.gov.br. Informações gerais podem ser obtidas no Departamento de Articulação e Fomento - DAF / Coordenação-Geral de Difusão e Projetos, em Brasília, SBN Quadra 02, Edifício Central Brasília, 2º andar - Cep: 70040-904. 
Telefones: (61) 2024.6199, 2024.6245 e 2024.6176. Fax: (61) 2024.6198. Endereço eletrônico: daf@iphan.gov.br


Material de divulgação


23ª Edição - Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2010

16 de maio de 2011

Florianópolis ontem e hoje

Em uma fotorreportagem dos alunos de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina podemos observar as transformações ocorridas em dez paisagens de Florianópolis.

http://www.cotidiano.ufsc.br/swfs/fotos.swf

7 de maio de 2011

IPHAN-SC no Bom Dia Santa Catarina

No dia 05/05/2011 a Superintendente Estadual Substituta do IPHAN-SC esteve no Bom Dia Santa Catarina para prestar esclarecimentos sobre os tombamentos de edificações do projeto Roteiros Nacionais de Imigração e sobre a chancela de Paisagem Cultural dos núcleos rurais de Testo Alto (Pomerode) e Rio da Luz (Jaraguá do Sul).

4 de maio de 2011

Bens relacionados à imigração em Santa Catarina recebem a primeira chancela de Paisagem Cultural Brasileira

Foto: Tempo Editorial / Acervo IPHAN-SC

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural também amplia o conjunto tombado dos bens identificados pelo projeto Roteiros Nacionais de Imigração em SC

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou nesta terça-feira (3) a primeira chancela de Paisagem Cultural Brasileira da história do país. A proposta de proteção encaminhou o tombamento de 61 bens referentes ao processo de imigração que, entre meados do século XIX e do século XX, trouxe para Santa Catarina expressiva leva de imigrantes de vários países e regiões da Europa, especialmente das atuais Alemanha, Itália, Polônia e Ucrânia, além do reconhecimento, como Paisagem Cultural Brasileira, dos núcleos rurais de Testo Alto, em Pomerode, e Rio da Luz, em Jaraguá do Sul.

 A chancela da Paisagem Cultural Brasileira é um instrumento novo de preservação do patrimônio cultural, diferente do tombamento. Segundo a Portaria Iphan 127/09, constitui Paisagem Cultural Brasileira “uma porção peculiar do território nacional, representativa do processo de interação do homem com o meio natural, à qual a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores”.

A decisão de chancelar a primeira Paisagem Cultural Brasileira em Santa Catarina é um marco para as políticas públicas de patrimônio cultural: desde a sua instituição há dois anos, é a primeira vez que se utiliza o instrumento da chancela. A partir de agora, o Iphan deve estudar a ampliação da chancela da Paisagem Cultural para outros núcleos rurais que compõem o projeto dos Roteiros Nacionais de Imigração, conforme as recomendações do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural.

A lista de bens tombados engloba casas, igrejas, escolas, sítios e lojas, entre outros. O reconhecimento, agora definitivamente homologado pelo Conselho Consultivo, é fruto de um trabalho de mais de vinte anos desenvolvido pela Superintendência do Iphan em Santa Catarina, em conjunto com a Fundação Catarinense de Cultura e com os diversos municípios que integram o projeto. A primeira etapa de tombamentos havia sido aprovada pelo Conselho Consultivo em 2007, em sessão conjunta com o Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina que também aprovou uma outra série de tombamentos em nível estadual. A parceria – Iphan, Estado e municípios – está prevista no Termo de Cooperação assinado também em 2007, que criou oficialmente os Roteiros Nacionais de Imigração.

Bens tombados na primeira etapa, em 2007:
1.Casa Buzzi - Ascurra
2.Igreja Luterana do Espírito Santo - Blumenau
3.Comercial Husadel - Blumenau
4.Museu da Família Colonial - Blumenau
5.Conjunto Zimmdars - Blumenau
6.Casa Conrad, Heinz Carl (Casa Haco) - Blumenau
7.Salão Primavera - Blumenau
8.Casa Bauer, Nelson - Blumenau
9.Casa Duwe - Indaial
10.Casa Hersing, Lorival - Indaial
11.Casa Ristow, Arlindo e Edmundo - Indaial
12.Casa Schroeder, Luiza - Indaial
13.Ponte Madeira Coberta Warnow - Indaial
14.Capela Nossa Sra do Perpétuo Socorro - Indaial
15.Igreja Santo Estanislau - Itaiópolis
16.Casa Polaski, David - Itaiópolis
17.Igreja São Pedro e São Paulo - Itaiópolis
18.Conjunto de Alto Paraguaçú - Itaiópolis
19.Depósito Breithaupt - Jaraguá do Sul
20.Casa Schiocket, Vittório - Jaraguá do Sul
21.Casa Rux, Erwin - Jaraguá do Sul
22.Estação Ferroviária - Joinville
23.Casa Kruger, Wally - Joinville
24.Casa Fleith, Alvino - Joinville
25.Casa Schwisky, Otto - Joinville
26.Casa Barzan, João Félix - Orleans
27.Casa Arndt, Erwin (Casa da Crista) - Pomerode
28.Casa Siewert, Ovídio - Pomerode
29.Casa Lümke, Helmut - Pomerode
30.Casa Raduenz, Walter - Pomerode
31.Casa Voigt, Ella - Pomerode
32.Casa Wacholz, Felipe - Pomerode
33.Comércio Haut - Pomerode
34.Comércio Weege - Pomerode
35.Casa Hardt, Erich - Pomerode
36.Casa Wunderwald - Pomerode
37.Sítio Tribess - Pomerode
38.Testo Alto e Rio da Luz - Pomerode / Jaraguá do Sul
39.Casa Zimath, Norberto - Timbó
40.Escola e Casa do Professor - Timbó
41.Casa Radoll, Invalt - Timbó
42.Salão Hammermeister - Timbó
43.Casa Reinecke, Érica - Timbó
44.Propriedade Bez Fontana - Urussanga
45.Igreja São Gervásio e São Protásio - Urussanga
46.Casa Cancelier, Ivanir - Urussanga
47.Igreja São Judas Tadeu - Vargem
48.Conjunto Irmãos Stoltenberg - Vidal Ramos

Bens tombados na segunda etapa:
1.Igreja de Confissão Luterana do Ribeirão Liberdade e Cemitério, em Alto Liberdade - Benedito Novo
2.Antiga Escola nº1, em Itoupava Central – Blumenau
3.Casa Hoerning, Alcides, em Vila toupava - Blumenau
4.Beneficência Misericórdia, em Vila toupava - Blumenau
5.Casa Hein, Hary, em Vila toupava - Blumenau
6.Casa Ulrich, Helmut, em São Pedro -Guabiruba 
7.Casa de Pedra da Família Bratti, na Estrada que liga Nova Veneza a Caravaggio - Nova Veneza
8.Casa Siewert, Wendelin, em Testo Alto – Pomerode
9.Casa Schlagenhaufer, em Bela Aliança - São Bento do Sul
10.Casa Struck, Waldemiro, em Bela Aliança - São Bento do Sul
11.Casa Neumann, em São Bento do Sul
12.Casa Eichendorf, Edeltraud, em São Bento do Sul
13.Casa Ewald, na Via Hass – Timbó

Tombamento, Registro e Chancela
O tombamento é o mais antigo instrumento de proteção do patrimônio cultural brasileiro e um dos primeiros das Américas. Foi instituído, em nível federal, no mesmo ano da criação do IPHAN, através do Decreto Lei 25 de 30 de novembro de 1937. Seu texto foi escrito com a colaboração de diversas personalidades brasileiras que trabalharam intensamente na constituição do Iphan e na proteção do patrimônio cultural brasileiro, dentre os quais destacam-se Rodrigo Melo Franco de Andrade, Mário de Andrade, Lúcio Costa e o poeta Carlos Drummond de Andrade. Até hoje, o tombamento é o principal instrumento de proteção do patrimônio cultural e o texto do Decreto Lei 25/37, com muita sabedoria, mantém-se atual até os dias de hoje.

Estados e municípios também possuem leis de tombamento próprias, o que permite a distinção entre o patrimônio tombado em nível federal (cuja preservação é atribuição do Iphan), estadual e municipal.

Em 2000, através do Decreto 3.551 de 4 de agosto, foi instituído o Registro do Patrimônio Imaterial como um novo instrumento de preservação, aplicável aos bens de natureza imaterial que podem ser classificados em: saberes, celebrações, formas de expressão e lugares.

A chancela da Paisagem Cultural é o mais recente instrumento de preservação do patrimônio cultural. Assim como os demais instrumentos, está em conformidade com o que dispõe o artigo 216 da Constituição Federal, que diz:

Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
I - as formas de expressão;
II - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. 

A chancela complementa o arcabouço legal utilizado pelo Iphan para a preservação do patrimônio cultural, e não exclui a possibilidade de aplicação do tombamento, do registro ou de qualquer outro instrumento de proteção do patrimônio.

Anexos:
3 – Termo de Cooperação que cria os Roteiros Nacionais de Imigração em Santa Catarina

Fonte: Portal Institucional IPHAN

27 de abril de 2011

IPHAN-SC atua na ampliação da compreensão sobre Patrimônio Cultural

Evento: Palestra Patrimônio e Memória
Data: 04/05/2011
Local: Auditório da Casa da Cultura de Criciúma
Horário: 18:30hs

Panorama Arqueológico de Santa Catarina

Editora da Unisul lança obra com mapa indicando todos os sítios arqueológicos do Estado e que propõe uma nova nomenclatura padronizada para o setor.

 “Panorama Arqueológico de Santa Catarina” é o livro que a Editora Unisul lança nesta quinta-feira, dia 28. De autoria dos arqueólogos Deisi Scunderlick Eloy de Farias e Andreas Kneip, a obra lista todos os 2.073 sítios já identificados no Estado.

O trabalho de fôlego, com 306 páginas em tamanho grande, resulta na primeira catalogação sistemática de todos os sítios arqueológicos conhecidos em Santa Catarina, fornecendo assim um importante panorama do que se conhece até hoje da ocupação anterior do Estado de Santa Catarina. Para as escolas, pode ser uma importante fonte de referências. Para arqueólogos e historiadores de todo o país, uma rica base de pesquisas.
“Consideramos que essa obra contribuirá para pesquisadores, empresários e poder público terem uma visão geral de Santa Catarina na perspectiva arqueológica, podendo, com isso, estabelecer planos e estratégias de pesquisa e, também, gestão do patrimônio arqueológico estadual”, observa a Deisi, professora da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), onde também coordena o Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (GRUPEP), uma das mais atuantes equipes na área.
Andreas Kneip, o outro autor do livro, professor da Universidade Federal do Tocantins, acrescenta: “O mapa aponta para áreas de grande concentração de determinados vestígios relacionados a culturas distintas em diversos municípios catarinenses. Isso dá visibilidade à diversidade étnica e cultural que havia no período pré-colonial e serve de subsídios para diversas pesquisas que podem ser desenvolvidas”.

No mapa, encartado no livro, são marcados todos os locais em que há vestígios significativos de ocupações anteriores, e que portanto são considerados sítios arqueológicos. Cada um deles é identificado de acordo com seu tipo – se sambaqui, tupiguarani ou de outra tradição e etnia.

No texto, esses 2.073 sítios arqueológicos são resgatados e registrados, cada qual com uma breve descrição. A listagem é feita por município, com a localização geográfica exata e os principais dados disponíveis sobre eles.

Para produzir a obra, os autores não se limitaram apenas às suas próprias pesquisas, mas levantaram a biografia existente para resgatar trabalhos já realizados por outros pesquisadores, assim como resgataram todas as informações constantes de relatos do IPHAN, Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do Ministério da Cultura, os repositórios normais dos resultados de pesquisas efetuadas por arqueólogos.

Para dar cabo dessa tarefa, de fazer um registro único e uniforme de todos os sítios arqueológicos, os autores tiveram que padronizar as informações e a forma de registro de cada um deles. Assim, também propõe uma nova sistemática de padronização nos registros, o que não existe até hoje e muitas vezes dificulta o trabalho de arqueólogos que se debruçam sobre pesquisas já realizadas.

Segundo Deisi, “essa proposta de sistematização foi pensada para ser utilizada principalmente pelo IPHAN, o órgão fiscalizador que regulamenta as pesquisas arqueológicas no país. Facilita a identificação do local, pois segue as normas do IBGE”.

Lançamento
28/04 - quinta-feira
Horário: 19horas
Local: salão Nobre – Tubarão

Fonte: Unisul Hoje

8 de abril de 2011

Ponte Hercilio Luz


Muitas notícias sobre as obras na Ponte Hercílio Luz têm sido veiculadas ultimamente em todos os meios de comunicação da Grande Florianópolis, alguns com alcance Nacional. Até esse ponto nada fora do normal, dada sua importância e o alcance da projeção da sua imagem.

O que nos deixa perplexos é a quantidade de comentários que exprimem opiniões como: demolição, desmontagem, implosão e ruína.

Afinal, como ter orgulho de uma ponte que não funciona?

Para a nova geração a ponte não passa de um cartão postal, uma moldura iluminada, uma plataforma de onde se soltam fogos de artifício nas festas de ano novo.

Pode ser difícil se orgulhar da ponte hoje, principalmente para as pessoas com menos de 30 anos. A memória dos valores da Ponte já está difusa entre a falta de credibilidade da política atual e os feitos visionários de seu idealizador, o governador Hercílio Pedro da Luz, e dos engenheiros Holton D. Robinson e David Bernard Steinman, responsáveis pelo projeto e execução da Ponte.

Muitas são as dificuldades do Estado: saúde, educação, segurança, infra-estrutura...

O governo, que representa o povo, deve fazer o que é melhor para a população. Mas a população está esquecendo os valores da Ponte...

E assim a ponte se tornará um monumento à falta de mobilidade para os cidadãos.

Vamos, então, aterrar as baías para acabar de vez com o problema das pontes?

Vale a pena recuperar a Ponte Hercílio Luz?

Respondemos citando Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”

Mas e quanto à obra em execução?

Recursos foram despendidos para elaboração do projeto de reabilitação da Ponte pelo DNIT, desconsiderá-lo já seria um grande desperdício.

A obra foi iniciada, de acordo com o projeto do DNIT. A primeira etapa foi executada e recursos foram gastos em quatro anos de obra, ignorá-los seria um enorme prejuízo.

A etapa principal da obra foi contratada, compromissos foram assumidos, planejamentos e ajustes elaborados, a obra já iniciou e está em execução. Mudar o escopo do projeto nesta altura não nos parece ser a melhor solução. 

Paralisar, ou mesmo “retardar” a obra é um desrespeito ao Patrimônio Nacional, tanto histórico quanto financeiro.

4 de abril de 2011

Assinatura dos Acordos para a Preservação do Patrimônio Cultural - Florianópolis, Itaiópolis, Joinville, Laguna e São Francisco do Sul

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, o Governo do Estado de Santa Catarina e as Prefeituras Municipais de Florianópolis, Itaiópolis, Joinville, Laguna e São Francisco do Sul, assinarão no dia 8 de abril de 2011, o Acordo de Preservação do Patrimônio Cultural – APPC. A cerimônia, a ser realizada no Escritório Técnico do IPHAN em Laguna (Praça Vidal Ramos n°118), às 10h, confirmará a adesão dos cinco municípios no PAC Cidades Históricas.

Faz parte do APPC um Plano de Ação para cada cidade, a ser implementado até 2013. As ações começaram a ser planejadas no segundo semestre de 2009, em uma articulação integrando os agentes governamentais e a sociedade civil. O Plano de Ação é um instrumento para enfrentar questões estruturantes das cidades por meio de um planejamento integrado que estabeleça ações para o desenvolvimento social que estejam vinculadas às potencialidades do seu Patrimônio Cultural. Essa proposta reforça a estratégia do Iphan de buscar a convergência e a integração entre as políticas públicas nas três esferas de governo, para a gestão compartilhada do patrimônio cultural com a sociedade, ampliando as ações de proteção do patrimônio em todo o país, consolidando novas formas de desenvolvimento por meio da valorização do patrimônio cultural.

As ações previstas no PAC Cidades Históricas dos municípios signatários de Santa Catarina buscam a reabilitação urbana, a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento da gestão do município. Neste sentido, estão previstas ações que abrangem a formação de técnicos, o desenvolvimento e aplicação de instrumentos de gestão integrada, a recuperação, valorização e promoção do uso do patrimônio cultural, o desenvolvimento da infraestrutura urbana e social, a recuperação e promoção de usos de imóveis privados, o fomento às atividades produtivas locais e a difusão e promoção do patrimônio cultural.

Para viabilizar a execução de parte dessas ações, já foram celebrados convênios entre o IPHAN e as prefeituras de Florianópolis e Itaiópolis, que somam R$ 862.424,97. Com esse recurso, Florianópolis contratará projetos de restauração para o Museu Filatélico dos Correios, Teatro Armação, Sede Cultural da UFSC e Sede do Círculo Ítalo-Brasileiro, todos localizados no Setor Leste da Praça XV de Novembro. Já Itaiópolis contratará o Projeto de Requalificação urbana do núcleo histórico do Alto Paraguaçu; o Plano Viário para as áreas históricas, o Projeto de Sinalização Turística e projetos de restauração para 14 edificações. A idéia é que em 2011 sejam contempladas ações dos demais municípios.

Cineclube Laguna - Ciclo: Cultura Brasileira no Cinema


Fruto da parceria da SAV (Secretaria de Audiovisual) com o  IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para implantar salas de cinema digital em patrimônios nacionais, sítios históricos e/ou bens isolados, atendendo os objetivos dos editais do Programa Mais Cultura: favorecer o encontro e a integração do público brasileiro com a produção audiovisual do nosso país.
Além de contribuir para a formação de platéias e o fomento do pensamento crítico, tendo como principal base obras audiovisuais brasileiras, o Cine Mais Cultura inaugura o Circuito Brasil, primeiro banco de dados habilitado a contabilizar o público do circuito não-comercial do país, capaz de emitir relatórios por filme, por unidade da federação, entre outros recortes.

Em abril, o Cineclube Laguna apresenta o Ciclo Cultura Brasileira no Cinema. Os filmes brasileiros são estruturados na literatura, nos personagens históricos e, principalmente, nos saberes e fazeres do povo brasileiro. Revelamo-nos por meio de nossas manifestações culturais e o cinema é uma delas... Assim, propomos para este mês:

dia 06 Noite de curtas metragens que apresentam obras de grandes mestres da literatura brasileira. Trabalhos díspares que demonstram possibilidades múltiplas da adaptação literário-cinematográfica.

 

 

 

  

  • A João Guimarães Rosa de Marcelo G. Tassara - SP, 1968, Animação, PB, 9 min.

  • A Moça que Dançou Depois de Morta de Ítalo Cajueiro - DF, 2003, Animação, Colorido, 11 min.

  • Biografia do Tempo de Joana Oliveira e Marcos Pimentel - RJ, 2004, Documentário, Colorido, 8 min.

  • Françoise de Rafael Conde - MG, 2001, Ficção, Colorido, 22 min.

  • Imensidade de Amilcar Monteiro Claro - SP, 2003, Ficção, Colorido, 15 min.

  • Meu Nome é Paulo LeminsKi de Cezar Migliorin RJ, 2004, Experimental, PB, 5 min.

  • Transubstancial de Torquato Joel - PB, 2003, Ficção, Colorido, 17 min.

* recomendação 16 anos
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dia 13 Inspirado na história de Miguilim, da novela "Campo Geral" (Manuelzão e Miguilim), de João Guimarães Rosa (1908 – 1967). Filmado nas chapadas de Minas Gerais, sertão mineiro, região de poucas estradas e lugares ainda sem energia elétrica. Mutum quer dizer mudo. É uma ave negra que só canta à noite. E é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago, de dez anos, um menino diferente dos outros, e sua família. Através do seu olhar enxergaremos o mundo nebuloso dos adultos, com traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo.

 

  • Mutum de Sandra Kogut – BR, 2007, Ficção, Colorido, 95 min

* recomendação livre

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dia 20 Comédia que conta parte da história da monarquia portuguesa, e elevação do Brasil, de colônia do império ultramarino português, a reino unido com Portugal. A morte do rei de Portugal D. José I de Bragança, em 1777, e a declaração de insanidade da filha herdeira do precedente, a rainha D. Maria I, em 1792, levam seu filho, príncipe D. João de Bragança e sua esposa, a infanta espanhola Carlota Joaquina de Bourbon, ao trono real português. Para escapar das tropas napoleônicas que invadiam Portugal, a corte portuguesa e o casal transferem-se para o Rio de Janeiro, onde vivem exilados por 13 anos e aí se desenrolam as peripécias de Carlota.

 

 

 

  • Carlota Joaquina: princesa do Brasil de Carla Camurati – BR, 1995, Ficção, Colorido, 100min

* recomendação livre
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dia 27 Guiados pela paixão, os personagens de Amarelo Manga vão penetrando num universo feito de armadilhas e vinganças, de desejos irrealizáveis, da busca incessante da felicidade. O universo aqui é o da vida-satélite e dos tipos que giram em torno de órbitas próprias, colorindo a vida de um amarelo hepático e pulsante. Não o amarelo do ouro, do brilho e das riquezas, mas o amarelo do embaçamento do dia-a-dia e do envelhecimento das coisas postas. Um amarelo-manga, farto.

 

 

  • AMARELO MANGA de Cláudio Assis – RE, 2003, Ficção, Colorido, 2003

* recomendação 18 anos



Mais informações sobre os filmes:


Cineclube Laguna toda quarta-feira –  19h30min – entrada gratuita
Local: Praça Vidal Ramos, 118
Centro Histórico – Laguna/SC
Fone (48) 3644-1144

21 de março de 2011

IPHAN, Cinemateca Catarinense e SINTRACINE promovem lançamento do livro Cineclube, Cinema & Educação

 Três temas amplos que sempre estiveram juntos na formação de cineastas, na construção do imaginário, da identidade e da cultura brasileira, agora estão reunidos em livro. Cineclube, Cinema e Educação, organizado por Giovanni Alves e Felipe Macedo e publicado pela Editora Práxis, será lançado na quinta-feira, dia 24 de março, às 20h, na Cinemateca Catarinense, em Florianópolis.
Durante o lançamento serão exibidos os documentários Alfaiates de Marília, de Giovanni Alves e Rodrigo Gobbi, e Diálogos: o que é cineclube?, do coletivo Pão com Ovo (RS). Giovanni, que também é um dos autores do livro estará presente para conversar com o público os filmes e sobre a publicação, indicada principalmente para cineclubistas, profissionais do audiovisual, e interessados em cultura e educação. Haverá um debate sobre o tema do livro com mediação de Giovanni.
Com 23 artigos, o livro discute a democratização da produção e do acesso ao cinema como instrumentos de memória, cidadania e patrimônio cultural. A publicação surgiu a partir dos debates entre cineclubistas na internet e narra experiências e reflexões que formam uma ferramenta para trabalhar a idéia e a prática do audiovisual na educação formal, informal, e sobretudo criadora, transformadora.
Cineclube, Cinema e Educação traz artigos de Antonio Claudino de Jesus e Sáskia Sá, Flavio de Souza Brito, Regina Zauk Leivas, Marialva Monteiro e Regina Machado, Inês de Castro Teixeira, André Piero Gatti, Gabriel Rodríguez Álvarez, Jorge Nóvoa, Diorge Alceno Konrad, Bruno Chapadeiro Ribeiro e João Batista de Andrade, e dos organizadores da publicação.
O lançamento é uma promoção da Cinemateca Catarinese e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de Santa Catarina com o apoio do Cineclube Independente, Cineclube Laguna, Cineclube Ieda Beck, Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros (CNC) e Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Audiovisual (Sintracine).


O quê: lançamento do livro Cineclube, Cinema e Educação, organizado por Giovanni Alves e Felipe Macedo.

Quando: quinta-feira (24 de março), às 20h

Onde: Cinemateca Catarinense/Instituto Arco Íris. Travessa Ratclif, 56, Centro, Florianópolis.


Quanto: gratuito


Cineclube, Cinema e Educação, organizado por Giovanni Alves e Felipe Macedo, Editora Práxis, 220 páginas, 2010, R$ 35.

Texto de: FIFO LIMA press | jornalismo cultural
Jeferson Lima
cine-luz.blogspot.com

10 de março de 2011

MPF/SC quer preservar Bosque Schmalz, em Joinville

Bem tombado pelo Iphan em 1965 se encontra em total abandono. MPF quer que a área, que é patrimônio histórico, seja aberta à população
O Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública, com pedido de liminar, contra a União, o Estado de Santa Catarina, o Município de Joinville, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os espólios dos herdeiros da área do Bosque Schmalz, em Joinville.

Ajuizada pelo procurador da República Mário Sérgio Ghannagé Barbosa, a ação questiona o estado de quase completa ruína do imóvel de quatro mil metros quadrados, localizado na área central de Joinville. O imóvel além de não receber a manutenção adequada, traz riscos à saúde dos moradores locais, pois o mato é criadouro de animais peçonhentos e mosquitos; a falta de corte das árvores pode causar problemas com a rede de iluminação pública; além de ter ocorrido desmatamento de parte da área preservada sem a prévia autorização do Iphan.

Enfim, conforme o procurador, é total o descaso com o imóvel, "principalmente dos entes públicos e suas autarquias que são comumente responsáveis pela preservação e vigilância do patrimônio histórico em tela".

A ação requer que os herdeiros elaborem e executem um projeto de preservação do imóvel. O projeto deverá ser elaborado pela equipe técnica do Fundema e da Prefeitura Municipal de Joinville, com recomendações feitas pelo Iphan em seu relatório de análise técnica. Outro pedido é que se adote medidas necessárias para assegurar a vigilância do imóvel e impedir o acesso de terceiros não autorizados, o que coloca em risco o patrimônio histórico, cultural e ambiental.

Conforme o MPF, caso os representantes do espólio demonstrem não ter condições financeiras de preservar o bem tombado, os demais demandados, os entes públicos, é que deverão cumprir as obrigações.

Tombamento e descaso - O "Bosque Schmalz", foi tombado em 1965 como área de preservação ambiental. O tombamento do imóvel foi feito à pedido do falecido proprietário do imóvel, Adalberto Schmalz, com apoio da Prefeitura Municipal de Joinville.

O principal interesse de Schmalz, reconhecido na região como renomado orquidófilo e admirador da natureza, era o de preservar a propriedade e a mata nativa do local. Após cinco anos do tombamento do imóvel, Schmalz faleceu, e, desde então, o imóvel está abandonado e sem cuidados.

Em fevereiro de 2008, os peritos do MPF estiveram no local e informaram que a falta de manutenção na área é visível pela presença de entulho, restos de poda e corte de árvores sadias nas proximidades dos terrenos vizinhos, o que compromete o paisagismo do parque. Ou seja, o estudo pericial concluiu que desde o tombamento do imóvel até a presente data, não houve nenhum tipo de manutenção do imóvel, evidenciando o descaso.

Em março daquele ano, o MPF encaminhou recomendação ao Iphan, à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e à Fundação Cultural de Joinville (FCJ), para que elaborassem e executassem, em conjunto, um plano de intervenção sobre a área tombada. Porém, até agora as ações ficaram restritas a tentativas, sem que nada de concreto tenha sido feito.

Entre as discussões houve a ideia de que o Fundema, com o auxílio de outras instituições, pudesse tornar o bosque num local público e aberto à visitação, desde que houvesse controle no local. Outra proposta a ser estudada pela Prefeitura Municipal de Joinville, era a de aquisição do local, descontados os IPTU'S em atraso das herdeiras do imóvel, para que se iniciasse o processo de recuperação do bosque.

Para Mário, apesar do estado de deplorável abandono e iminente ruína, o local é um verdadeiro resquício de mata atlântica, com espécies de plantas exóticas e algumas em extinção. "O valor cultural e histórico deste imóvel é de grande importância", afirma o procurador.

Fonte: Site do Ministério Público Federal

4 de março de 2011

Notificação de tombamento de edificações do Projeto Roteiros Nacionais de Imigração

Foi publicada no Diário Oficial da União (ver aqui), no último dia 07 de fevereiro, a notificação A RESPEITO DO TOMBAMENTO DOS BENS REPRESENTATIVOS DO PROCESSO DA IMIGRAÇÃO NO BRASIL, no ESTADO DE SANTA CATARINA. Estas notificações fazem parte da segunda etapa de tombamentos realizados no âmbito do Processo de tombamento n.º 1.548-T-07. Os bens representativos do processo de Imigração em Santa Catarina, abaixo relacionados, passam a gozar de proteção por meio do IPHAN, para os efeitos previstos notadamente nos arts. 17 e 18 do Decreto-Lei n.º 25, de 30 de novembro de 1937, em razão dos seus elevados valores histórico, artístico e paisagístico, a serem inscritos nos Livros do Tombo Histórico; de Belas Artes e/ou Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.

Deve-se ressaltar a necessidade, a partir de agora, de manifestação da Superintendência Estadual do IPHAN no Estado de Santa Catarina, situada na Praça Getúlio Vargas, 268 - Centro, Telefone: (48) 3223-0883, CEP: 88.020-030, Florianópolis-SC, para os processos de licenciamento envolvendo tanto os bens tombados como aquele(s) situado(s) em sua área de entorno.

AMPARO LEGAL: Art. 216, inciso V, da Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988; Decreto-Lei n.º 25, de 30 de novembro de 1937; Portaria n.º 11, de 11 de setembro de 1986; Lei n.º 6.292, de 15 de dezembro de 1975; Lei n.º 8.029, de 12 de abril de 1990; Lei n. º 8.113, de 12 de dezembro de 1990; Decreto n.º 6.844, de 7 de maio de 2009; Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999.


Bens dos Roteiros Nacionais de Imigração notificados na segunda etapa de tombamentos:

Igreja da Liberdade e Cemitério anexo- Benedito Novo
Antiga Escola nº1 Histórico-  Blumenau
Casa Hoerning, Alcides- Blumenau
Beneficência Misericórdia (maternidade)- Blumenau
Casa Hein, Hary ( Tangerina)- Blumenau
Casa Ulrich, Helmut - Guabiruba
Casa de Pedra da Família Bratti - Nova Veneza
Casa Siewert, Wendelin - Pomerode
Casa Schlagenhaufer - São Bento do Sul
Casa Struck, Waldemiro - São Bento do Sul
Casa Neumann Histórico - São Bento do Sul
Casa Eichendorf, Edeltraud - São Bento do Sul
Casa Ewald - Timbó

3 de março de 2011

Padronização de documentação referente aos processos de pesquisa arqueológica

Diante da demanda do setor de arqueologia por uma padronização nos procedimentos e apresentação de  documentações adequadas envolvendo as pesquisas arqueológicas, apresentamos uma proposta para o regular cumprimento das normas concernentes ao licenciamento ambiental de empreendimentos potencialmente lesivos ao Patrimônio Arqueológico Nacional no Estado de Santa Catarina.
O documento pode ser acessado no menu Downloads à direita do blog ou clicando aqui.

Casas de Pedra tornaram-se Patrimônio Nacional

Casas de Pedra da Família Bratti - Acervo IPHAN/ foto: Tempo Editorial


O imigrante Luigi Bratti nos idos de 1891 levou 14 anos para construir as casas-de-pedra que ficam numa parte alta de Nova Veneza com muito verde e num local privilegiado Estas casas tornaram-se patrimônio histórico estadual, foram tombadas, e restauradas em 2002 através da Lei Número 5725 de 30 de setembro de 2002.


Recentemente os proprietários receberam a notificação do IPHAN  que o conjunto das três casas-de-pedra também é patrimônio histórico nacional. Atualmente o sítio das casas-de-pedra recebe muitas visitas mas a infraestrutura ainda não é a ideal. Um dos proprietários, Tito Bortolotto está construindo um hotel na entrada da cidade, há 800 metros das casas e quer aproveitá-las como atração turística para seu empreendimento.


A Prefeitura de Nova Veneza  também demonstrou interesse em dar apoio para que o local possa contar com melhor infraestrutura para acomodar o turista. Um projeto está sendo elaborado para a busca de recursos junto às entidades culturais em Brasília, será concluído em breve e levado em mãos pelo proprietário Tito Bortolotto.


Quando os imigrantes chegaram na região se depararam com a floresta e muita pedra, foi quando Luigi aproveitou a matéria-prima abundante para edificar sua moradia que contava com uma cozinha e adega, outra era o dormitório e um estábulo. Estas três casas formam um conjunto de casa-de-pedra classificados como “excepcional” pelo IPHAN. Não há na América Latina um conjuntos de casas como estas e no mundo são rararíssimas.


Matéria original publicada no Portal Nova Veneza